Lisboa – Num discurso marcado pela emoção e pela afirmação política, André Ventura reagiu este domingo aos resultados da segunda volta das eleições presidenciais. Apesar da vitória de António José Seguro, que sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém, o líder do Chega destacou o crescimento sem precedentes da sua candidatura, afirmando que o partido "fez história" no panorama democrático português.
Recorde de votos e afirmação da direita
Com os dados praticamente fechados, André Ventura alcançou uma marca superior a 1,7 milhões de votos (cerca de 33,3%), superando largamente o resultado obtido pelo Chega nas legislativas de 2025 (onde obteve 1,4 milhões). Este crescimento de mais de 300 mil votos em menos de um ano foi o ponto central da sua intervenção:
"Não vencemos estas eleições presidenciais, mas estamos a fazer História! Obrigado pela confiança", declarou Ventura perante uma plateia de apoiantes entusiasmados no Hotel Marriott, em Lisboa.
O novo equilíbrio de forças
Embora não tenha conseguido travar a eleição de António José Seguro — que venceu com aproximadamente 66,7% dos votos — Ventura consolidou-se como o líder indiscutível da oposição e do "espaço não-socialista". Durante a noite eleitoral, o candidato sublinhou que esta votação representa uma mudança estrutural em Portugal, provando que o Chega deixou de ser um partido de protesto para se tornar uma alternativa real de poder.
Os números da subida:
2021: 496.773 votos (11,9%)
2025 (Legislativas): 1.437.881 votos (22,7%)
2026 (Presidenciais - 2ª Volta): +1.711.000 votos (~33,3%
Reação à vitória de Seguro
Num tom institucional, Ventura desejou felicidades ao novo Presidente eleito, esperando que Seguro seja "um bom Presidente para todos os portugueses", mas deixou o aviso de que o seu movimento continuará a fiscalizar ativamente o sistema político, com os olhos já postos nos próximos desafios eleitorais.
