O clima de "salve-se quem puder" instalou-se de vez na Perdiz. Numa demonstração clara de insubordinação e desafio, António Muchanga mandou "à fava" a decisão do partido de o suspender, classificando o documento oficial como papel molhado que “não vale absolutamente nada”.
O Golpe de Teatro
A suspensão, ditada pelo Conselho Jurisdicional Nacional, tentou calar o histórico deputado sob a acusação de "violação grave de estatutos". O crime? Ter a ousadia de expor as feridas abertas e questionar publicamente o trono de Ossufo Momade.
As "Verdades" de Muchanga
Sem papas na língua, Muchanga não só ignorou a sanção, como partiu para a ofensiva:
- Ilegitimidade: Afirmou que quem o tentou afastar não tem autoridade moral nem competência jurídica para o fazer.
- Intimidação Barata: Classificou a medida como um ato desesperado de uma liderança que governa pelo medo para sufocar os críticos.
- Liderança Fantasma: Reiterou que Momade é o principal culpado pela erosão do partido, acusando-o de atropelar os estatutos e de se "esquecer" de governar a Renamo.
Guerra Civil Política
Longe de recuar, Muchanga garante que não sai do partido e que esta tentativa de "expulsão camuflada" é combustível para o grupo que exige a cabeça da atual direção. Para o político, a Renamo não está apenas dividida; está a ser implodida por dentro por quem deveria protegê-la.

