PORTUGAL: ESPOSA DO PRESIDENTE ELEITO ABDICA DO ESTATUTO DE PRIMEIRA - DAMA


Lisboa – Numa decisão sem precedentes na história recente da democracia em Portugal, Maria Margarida Maldonado Freitas confirmou que não assumirá o papel de “Primeira-dama”. A esposa do Presidente eleito, António José Seguro, pretende manter a sua vida civil e profissional de forma independente, participando em atos oficiais apenas quando o protocolo de Estado o exigir.

A farmacêutica de 52 anos, proprietária de duas farmácias, baseia a sua posição num argumento legal: a figura de Primeira-dama não tem existência jurídica ou constitucional no sistema político de Portugal. Com esta decisão, Maldonado Freitas coloca um ponto final na tradição de os cônjuges presidenciais suspenderem as suas carreiras para assumirem funções de representação ou solidariedade social em Belém.

Fronteira entre o Estado e a vida privada

A posição, que conta com o apoio explícito de António José Seguro, visa reforçar a modernização das instituições portuguesas. O objetivo é traçar uma linha clara entre o mandato conferido pelos cidadãos ao Presidente e a esfera estritamente pessoal da sua família.

Autonomia Profissional: A futura residente de Belém continuará a gerir os seus negócios no setor farmacêutico.

Presença Seletiva: A comparência em eventos públicos será limitada às obrigações diplomáticas ou de Estado incontornáveis.

Ruptura Institucional: A decisão marca o fim de uma era de "papéis atribuídos" por inerência ao cônjuge do Chefe de Estado.

Esta postura envia um sinal forte à sociedade sobre a independência da mulher e a evolução das normas protocolares no Portugal contemporâneo, onde o mérito profissional se sobrepõe ao estatuto social decorrente do matrimónio.

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