O Feitiço que Virou Contra o Feiticeiro
A estratégia, que visava simbolicamente varrer a oposição e garantir o domínio nas urnas, parece ter tido o efeito inverso. Muchanga não escondeu o desapontamento com o desfecho do processo, notando que a "limpeza" prometida não se materializou nos boletins de voto.
A ironia dos resultados não passou despercebida aos analistas e ao próprio Muchanga:
- A Intenção: Utilizar o simbolismo tradicional para "varrer" os adversários políticos.
- A Realidade: A Renamo enfrentou um dos seus desafios eleitorais mais difíceis, perdendo terreno significativo.
"Em vez de varrerem a oposição, foram eles os varridos das eleições", comentou-se nos corredores políticos após as declarações.
Crise de Liderança e Simbolismo
Estas revelações surgem num momento em que a liderança de Ossufo Momade é alvo de críticas internas e externas. O uso de elementos do foro tradicional/espiritual em campanhas modernas levanta debates sobre a estratégia de comunicação do maior partido da oposição e a eficácia de tais métodos perante um eleitorado cada vez mais focado em soluções pragmáticas para a crise económica e social.
A "vassoura de curandeiro" de Momade entra agora para o folclore político nacional como um lembrete de que, na política, nem sempre o que se varre é o que se pretende afastar.
