MOÇAMBICANOS INICIAM FORMAÇÃO DE OFICIAIS NA ACADEMIA MILITAR DAS AGULHAS NEGRAS NO BRASIL


 


RESENDE, RJ – Em uma cerimônia marcada por tradição e rigor militar, dois jovens moçambicanos cruzaram, na última semana, o Portão Monumental da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende. O ato simboliza o ingresso oficial na prestigiada instituição brasileira, onde os cadetes moçambicanos passarão os próximos quatro anos em preparação para se tornarem oficiais de carreira.

​Integração e Cooperação Internacional

​O ingresso dos moçambicanos faz parte de um contingente internacional de "Nações Amigas" que, em 2026, inclui alunos de países como África do Sul, Cabo Verde, Camarões, Namíbia e Senegal. A presença desses militares reforça o papel do Brasil como um centro estratégico de formação acadêmica e militar para o continente africano, sob a égide da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e acordos bilaterais de defesa.

​A Jornada rumo ao Oficialato

​Os dois cadetes moçambicanos agora integram o Curso de Formação de Oficiais Combatentes. A rotina será intensa:

  • Primeiro Ano: Focado na adaptação à vida militar e instrução básica.
  • Simbolismo: Em agosto, eles participarão da Solenidade do Espadim, onde receberão a réplica da espada de Duque de Caxias, símbolo da honra militar.
  • Graduação: Ao fim de quatro anos, retornarão a Moçambique com o grau de bacharel em Ciências Militares, prontos para integrar as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

​Impacto Estratégico

​Para o Ministério da Defesa de Moçambique, o envio de cadetes para a AMAN é um investimento na modernização e no fortalecimento da liderança militar nacional. A formação no Brasil é reconhecida pela excelência em táticas de campo e gestão estratégica, competências essenciais para enfrentar os desafios de segurança no território moçambicano.

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